A ANGÚSTIA DO PERÍODO PANDÊMICO
De repente o sol escureceu e ninguém mais via o rosto de ninguém. Ao abrir a janela só conseguíamos ver máscaras de pano e cirúrgicas escondendo a boca e o nariz das pessoas. Parecia um pesadelo sem fim. Seria realmente real o que se estava vivendo?
Ao ligar a tv o noticiário trazia o terror estampado na tela. Eram pessoas passando mal, hospitais lotados, famílias sendo destruídas pela COVID 19 .O choro das famílias ecoava pelo mundo. Não tinha mais o "jeitinho" para facilitar o tratamento dos que tinham melhor poder aquisitivo. Parece até que o vírus surgiu para provar ao mundo que antes de termos uma boa conta bancária, teríamos que ser solidários e humanos.
Naquela ocasião em que o mundo pedia socorro, não existia vacina, mas sim a boa vontade da classe médica que se desdobrava em plantões desgastantes. O pior de tudo era ver as pessoas morrendo sem poder fazer muita coisa, pois não tinha uma medicação comprovada para combater o Coronavírus.
O primeiro caso surgiu na China, especificamente em Wuhan. Sendo que suspeita-se que o primeiro caso tenha sido em outubro de 2019, mas a data mais provável é 17 de novembro. Comenta-se que em janeiro de 2020 o vírus já circulava pelo mundo.
Quando tudo isso começou, parecia distante e difícil de chegar ao Brasil, mas logo surgiram os primeiros casos. E pessoas morreram sem ser diagnosticadas pela COVID 19. Achavam que se tratava apenas de uma gripe e logo as mortes foram aumentando e o terror separou famílias temporariamente e, em algumas situações, para sempre. Muitas pessoas morreram em casa, sem nem ter procurado ajuda médica. A superlotação nos hospitais mostrava a situação precária que o mundo enfrentava. Crianças ficavam órfãs e algumas delas, as maiores, ficavam cuidando dos menores, sem noção de como iria ser o dia de amanhã. Uma tristeza sem fim.
O isolamento parecia a solução. E veio o Locdown e a música do nosso cantor Raul Seixas passou a ser atemporal "No dia em que a terra parou (1977). Nada funcionava. E todos estavam proibidos de sair, ao não ser para ir à farmácia e supermercados. Preferíamos que fosse um sonho como o do cantor, mas para nós era um pesadelo real.
Começou a ficar constante a notícia de um conhecido que tinha sido levado pela maldita COVID 19. Muitos diziam que era o Apocalipse. O fim do mundo e os terços eram postos nas portas, como se fosse a passagem bíblica em que as casas eram marcadas por uma cruz feita de sangue de carneiro. As pessoas se falavam por telefone e os comércios vendiam por delivery. Muitas empresas faliram. e o setor de festas foi o mais prejudicado, pois estava proibido aglomerar.
Agora, após surgir as vacinas, o número de contaminados é bem baixo, e as comemorações já voltaram a acontecer. As festas sociais, as culturais; mas ainda não podemos esquecer de seguir com os protocolos de segurança.
(Rosely Néri Saldanha)
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